Durante a Segunda Guerra Mundial, em janeiro de 1945, um bombardeiro Martin B-26 da Força Aérea dos Estados Unidos caiu enquanto sobrevoava a Amazônia Brasileira.
Na época havia uma grande colaboração entre os Estados Unidos e o Brasil, sendo que o primeiro utilizava as bases aéreas no Norte e Nordeste como ponto de escala para seus aviões.
O avião ficou desaparecido por anos na floresta. Mais recentemente uma busca foi realizada em 2012, porém sem sucesso. Os militares brasileiros sabiam que a aeronave poderia estar em algum local perto da região da Aldeia Santa Isabel, em uma região próxima a Oiapoque, no Amapá.
E uma segunda expedição foi realizada entre 27 a 31 de janeiro deste ano por militares do Exército Brasileiro do 34° Batalhão de Infantaria de Selva. Esta obteve êxito em achar o antigo bombardeiro B-26 dos Estados Unidos.
Os militares contaram ao Portal O Viajante que precisaram da ajuda de grupos de indígenas do local para adentrar na mata fechada e úmida durante os três dias da missão. Os índígenas tinham conhecimento do possível local de queda da aeronave militar.
“Nós fizemos um bom contato com a população local, onde fomos muito bem recebidos pelo pessoal da aldeia, deixamos a nossa embarcação militar e pegamos algumas canoas pequenas que eles chamam de ” casco” para poder conseguir se aproximar da montanha. O caminho é uma selva alagada, tem muitas árvores. Só dá de ar com essas canoas”, disse a fonte do Portal O Viajante.
Como podemos ver pelas fotos, a aeronave está bastante deteriorada pela ação do tempo, com vários pontos de ferrugem e muita vegetação ao redor das peças. Os militares não planejam, inicialmente, recuperar o avião da mata.
Canoa Voadora
Este foi o apelido que os Índios Palicures deram ao B-26 quando o viram em 25 de janeiro de 1945, data em que caiu no Brasil. Segundo o artigo The Flying Canoe de John Moench, datado de março de 2000, o missionário David R. Green contou a história da aeronave perdida extremo norte brasileiro.
O B-26 de matrícula 44-68105 caiu no meio da mata, matando o 1º Tenente Theodore T. Handley (piloto), 2º Tenente Raymond J. Carson (copiloto), Flight Officer James E. Johnson, Jr. (navegador) e o Cabo. George W. Bodin (Artilheiro e Operador de Rádio). Apenas o Sargento Wesley W. Fulton (Engenheiro Artilheiro) sobreviveu ao acidente.
O artigo completo pode ser ado aqui.
O Bombardeiro B-26
O B-26 Marauder era um bombardeiro médio bimotor de origem norte-americana. A aeronave também serviu com a Força Aérea Real, Força Aérea da França Livre e Força Aérea Sul-Africana, com mais de 5280 unidades produzidas entre 1941 e 1945.
O B-26 ficou mais reconhecido por sua má fama, causada pela enorme quantidade de acidentes durante o pouso. Por conta de seu desenho, o B-26 precisava ser pilotada de maneira muito precisa, e não tolerava erros em partes críticas do voo.
Além disso, as hélices de o variável da Curtiss também eram uma dor de cabeça para os mecânicos. Apesar dos problemas, a aeronave foi evoluindo com o tempo e recebendo uma série de melhorias, tornando-se um avião muito mais seguro e confiável.
O B-26 poderia carregar até 1,8 tonelada de bombas e tinha 11 metralhadoras Browning M2 calibre .50 BMG para defesa, instaladas no nariz, cauda, dorso e laterais da fuselagem.
Era tripulado por sete militares, tinha uma velocidade máxima de 462 Km/h e era equipado com um par de motores radiais Pratt & Whitney R-2800 Double Wasp, o mesmo usado por uma enorme quantidade de aeronaves do período, como P-47 Thunderbolt, F6F Hellcat, P-61 Black Widow e F4U Corsair.
Com informações de Portal O Viajante.